O grupo chinês HNA, accionista da TAP (através do consórcio Atlantic Gateway e da companhia brasileira Azul), tornou-se o maior accionista privado do consórcio RioGaleão, que opera o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Aeroporto-Rio de Janeiro - Galeão

O negócio, avaliado em 108 milhões de yuan (13,9 milhões de euros), foi realizado entre a Hainan HNA Infrastructure Investment Group, subsidiária do conglomerado chinês, e o grupo brasileiro de engenharia Odebrecht, que alienou a sua posição de 31%.

Os restantes 20% dos privados estão nas mãos da Changi Airports International, gestora do aeroporto de Singapura, enquanto a Infraero, gestora pública dos aeroportos brasileiros, controla 49%.

No âmbito do acordo, que terá ainda de ser validado pelas autoridades competentes, o grupo chinês compromete-se também a investir 2 160 milhões de yuan (279,2 milhões de euros), para pagar os direitos de licença da infraestrutura.

O aeroporto internacional do Rio de Janeiro é o segundo mais movimentado do Brasil, com 17 milhões de passageiros no ano passado.

Nos últimos três anos, o grupo HNA investiu mais de 40 mil milhões de dólares em aquisições além-fronteiras, convertendo-se num dos maiores investidores internacionais da China.

Na área do transporte aéreo, o grupo adquiriu a Swissport, um dos maiores operadores de handling mundiais, e, mais recentemente, entrou no capital da brasileira Azul, de David Neeleman. Por via desse negócio, passou a ter uma posição – directa e indirecta – de cerca de 20% na TAP.

 

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