Em Agosto, os portos do Continente movimentaram 8,7 milhões de toneladas, um recorde absoluto e um ganho homólogo de 7,4%. No acumulado desde Janeiro, somam 65,7 milhões de toneladas, também um recorde e um crescimento homólogo de 7,1%.

PortodeSines-TGL

O máximo de Agosto fica a dever-se essencialmente à movimentação de granéis sólidos, que avançou 53,8% até aos 1,97 milhões de toneladas, com o carvão a crescer 98% e a chegar às 715 mil toneladas. Os produtos petrolíferos também deram uma ajuda, com 1,8 milhões de toneladas (um ganho homólogo de 28,4%), e, a outra escala, a carga ro-ro subiu 39,8% para 101 mil toneladas.

Curiosamente, em Agosto, a carga contentorizada, o principal motor do crescimento dos portos, até cedeu 1,6% e ficou-se pelos 2,8 milhões de toneladas.

Lisboa e Sines em destaque

No balanço dos primeiros oito meses do ano feito pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) destacam-se os recordes de Leixões, Aveiro e Sines e a continuada recuperação de Lisboa.

O porto da capital é, de resto, o que mais cresce (27,8% ou 1,8 milhões de toneladas) com um acumulado de 8,2 milhões de toneladas. Leixões avança 8,4%% até aos 12,9 milhões de toneladas; Aveiro cresce 22% e supera os 3,5 milhões de toneladas; e Sines mesmo a crescer apenas 4,3% soma um milhão de toneladas e chega aos 34,8 milhões.

A crescer também está o porto da Figueira da Foz: 3,9% para 1,4 milhões de toneladas.

Pela sua dimensão, Setúbal destaca-se entre os portos que perdem terreno em 2017, com um recuo de 8,5% e 4,6 milhões de toneladas movimentadas. Noutra dimensão, Viana do Castelo cede 2,4% e fica-se pelas 257 mil toneladas. E, sem expressão, Faro afunda 64,9% com apenas 54 mil toneladas processadas.

Contentores e produtos petrolíferos

A carga contentorizada continua a ser o principal motor dos portos nacionais. Em termos homólogos cresceu 13,9% nos primeiros oito meses do ano e atingiu 23,9 milhões de toneladas. A propósito, a AMT destaca a importância dos movimentos de transhipment, que muito influenciam os números dos contentores e os volumes movimentados.

Os produtos petrolíferos igualmente merecem destaque, com um avanço homólogo de 17,9% e um acumulado de 12,1 milhões de toneladas.

A carga geral soma 28,8 milhões de toneladas (mais 10,4% face ao mesmo período de 2016), com a carga ro-ro a crescer 17,4% (para 902 mil toneladas) e a carga fraccionada a ceder 7,4% (para quatro milhões).

Os granéis sólidos sobem 12,8% até aos 13,8 milhões de toneladas, com realce para o ganho de 17,5% na movimentação de carvão (4,3 milhões de toneladas).

Os granéis líquidos valem 23,2 milhões de toneladas, apenas 0,4% acima do registado há um ano, com a quebra do petróleo bruto (em boa parte devida ao fim do transbordo em Sines de cargas destinadas a Leixões) a contrabalançar o avanço dos produtos petrolíferos.

 

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