A União Europeia (UE) e o Japão apresentaram queixa à OCDE do resgate do governo da Coreia do Sul à Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME). Bruxelas e Tóquio alegam que o apoio contraria as normativas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Estaleiros - DSME

O Korea Development Bank e o Export-Import Bank of Korea comprometeram-se a efectuarem uma injecção adicional de 254 milhões de dólares (237 milhões de euros) no estaleiro. A DSME está, recorde-se, a ser severamente afectada pela queda nas encomendas e por uma dívida de milhões de dólares.

UE e Japão solicitaram, agora, à OCDE para investigar as ajudas do governo sul-coreano ao longo dos últimos anos.

Desde a OCDE foi explicado que a reestruturação económica do estaleiro está a ser acompanhada de perto. O governo de Seul, por seu turno, lamenta ter de fazer este investimento quando ainda existem sérias dúvidas sobre a recuperação do estaleiro, cuja dimensão será reduzida em 2018.

De três para dois operadores

O presidente da Comissão de Serviços Financeiros (CSF) da Coreia do Sul, Yim Jong-yong, considera que será necessário rever o funcionamento do sector no país.

Jong-yong acredita que os estaleiros da Coreia do Sul deverão passar do actual cenário de três (DSME, Hyundai e Samsung) para dois grandes operadores.

“Encontraremos um novo dono para a DSME através de fusão ou aquisição”, referiu o presidente da CSF à imprensa sul-coreana.

 

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