Finalmente, a ANA terá chegado a acordo com a Força Aérea para libertar a base militar de Figo Maduro. Ali poderá nascer o novo terminal de carga do aeroporto de Lisboa, dedicado aos operadores expresso.

A novidade é avançada por Carlos Seruca Salgado, o novo responsável da carga aérea na ANA, em entrevista à “TR”. Os militares mudar-se-ão para o Montijo (curiosamente, uma das localizações possíveis do Portela+1).

Caso avance, o novo terminal de carga aérea disporá de todas as condições operacionais para os operadores expresso, em termos de acessos directos ao exterior, placa de estacionamento dos aviões, e capacidade de armazenagem e handling das mercadorias.

A DHL há muito manifestou publicamente o seu interesse em construir em Lisboa uma plataforma semelhante à de que dispõe no Porto. A FedEx e a UPS (que também já está no “Francisco Sá Carneiro”) igualmente terão manifestado interesse na nova solução.

A utilização da base de Figo Maduro para expandir o aeroporto da Portela, nomeadamente na vertente da carga, é falada há anos, para não dizer décadas, pelos profissionais do sector. Mas a vontade dos operadores – e da própria ANA, em alguns períodos – sempre encontrou a oposição dos militares.

Numa das poucas vezes em que a Defesa aceitou negociar as condições para uma eventual transferência da base área n.º 1, as contrapartidas de investimento exigidas foram consideradas exorbitantes.

Certo é que desde há muito que o uso da base aérea de Figo Maduro é diminuto, resumindo-se praticamente à recepção de visitas de estadistas estrangeiros e à operação dos voos das missões humanitárias e/ou de segurança de Portugal no estrangeiro.

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