Depois da Assembleia Nacional, o Senado francês aprovou a proposta de reforma do sector ferroviário, que prevê a fusão da SNCF e da RFF.

A reestruturação, que promete fazer correr ainda muita tinta e que, durante o período de discussão na Assembleia Nacional, esteve na origem de uma greve de 14 dias dos trabalhadores da SNCF, tem como objectivo recuperar o equilíbrio financeiro do sector e abrir caminho à concorrência privada.

O plano do governo francês passa por criar um único grupo público integrado de caminho de ferro, composto por três entidades. A principal será a SNCF, que ficará responsável pelo controlo estratégico. E haverá duas instituições filiais, a SNCF Réseau, responsável pela gestão das infra-estruturas, e o operador ferroviário SNCF Mobilités.

A SNCF Réseau resultará por sua vez da fusão entre a RFF (a homóloga gaulesa da Refer), a SNCF Infra (actual área de manutenção da SNCF) e a DCF (responsável actualmente pela gestão do tráfego).

O objectivo é que as três entidades estejam legalmente criadas em Dezembro próximo, a tempo da entrada em vigor da nova versão do Código dos Transportes francês, prevista para 1 de Janeiro de 2015.

Em jeito de contrapartida, o regulador do sector ferroviária, a ARAF ganhará competências acrescidas e maior independência.

Com o novo desenho do sector, que abandona a separação entre operador e gestor da infra-estrutura, o governo de Paris pretende, além do mais, tornar gerível o passivo acumulado de 44 mil milhões de euros.

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