Os “remédios” impostos pela Comissão Europeia e pela China à compra da Hamburg Süd pela Maersk Line poderão implicar um corte de “pelo menos” 25 navios na frota da companhia alemã, estima a Alphaliner.

Hamburg Süd

A compra da Hamburg Süd, um negócio avaliado em 4,4 mil milhões de dólares, teve de ser aprovado por 23 autoridades da Concorrência. As mais exigentes terão sido a Comissão Europeia e a China.

Bruxelas determinou a saída da Hamburg Süd de cinco tráfegos que servem os portos comunitários, o que implicará a retirada de oito navios. Os serviços em causa, recorda a Alphaliner, são o Eurosal 1, o Eurosal 2, o EPIC 2, o MEDANDES e o MESA.

Já Pequim impôs, mais recentemente, o fim da participação da Hamburg Süd num acordo de partilha de navios (VSA) entre a Ásia e a Costa Leste da América do Sul e o não reforço da participação noutro VSA, agora entre a Ásia e a Costa Oeste da América do Sul.

Além disso, a Maersk Line comprometeu-se a não entrar em mais quaisquer VSA ou parcerias no Ásia-América do Sul, e a reduzir a sua quota de capacidade no transporte reefer entre a Ásia e a América Latina, dos actuais 45-50% para 34.39% num espaço de 90 dias.

Tudo pesado, calcula a Alphaliner, a frota da Hamburg Süd poderá ser reduzida em “pelo menos” 25 navios, num total de cerca de 100 (metade próprios e metade fretados), no espaço de meio ano.

A ser assim, esta será mais uma “machadada” na germânica Hamburg Süd, que se manterá como uma unidade de negócio autónoma dentro da Maersk Line, mas com uma frota reduzida e com menos navios registados na Alemanha, conhecida que é a intenção da Maersk Line de os transferir para os pavilhões da Dinamarca ou de Singapura.

 

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