A indústria do transporte aéreo deverá lucrar este ano 34,5 mil milhões de dólares e 38,4 mil milhões em 2018, prevê a IATA.

Aeroporto Frankfurt

A previsão para este ano representa uma revisão em alta da estimativa avançada em Junho passado, que era de 31,4 mil milhões de dólares.

Para 2018, a associação das companhias aéreas estima um aumento de 9,7% das receitas globais para 824 mil milhões de dólares, com a carga transportada a subir 4,5% até aos 62,5 milhões de toneladas, e o número de passageiros a crescer 6% e a  chegar aos seis milhões. No caso da carga, porém, o crescimento esperado fica muito abaixo dos 9,3% que se verificarão em 2017.

A margem líquida deverá chegar, no próximo ano, aos 4,7% (4,6% no presente exercício), enquanto a margem operacional deverá recuar de 8,3% para 8,1%.

Tudo parece conjugar-se, pois, para que 2018 seja o quarto ano consecutivo de lucros para a indústria do transporte aéreo, para mais com o retorno do capital investido (9,4%) a superar o custo médio de capital do sector (7,4%).

“Esta é uma boa fase para o sector de transporte aéreo global. O desempenho da segurança é sólido. Temos uma estratégia clara que está fornecendo resultados no desempenho ambiental. Um número inédito de pessoas está viajando. A procura por carga aérea está no nível mais forte em mais de uma década. O emprego está crescendo. Mais rotas estão sendo abertas. As companhias aéreas estão alcançando níveis sustentáveis de rentabilidade. Porém, ainda é um negócio difícil, e estamos com desafios em termos de custos com o aumento do preço do combustível, das despesas com a força de trabalho e com as infraestruturas”, sintetizou Alexandre de Juniac, director geral e CEO da IATA, citado no comunicado emitido a propósito.

Europa com ganhos de 11,5 mil milhões

As companhias aéreas da América do Norte deverão acumular os maiores lucros em 2018, de acordo com a IATA: serão 16,4 mil milhões de dólares, acima dos 15,6 mil milhões esperados para o ano em curso.

A Europa será a segunda região mais lucros, com ganhos globais de 11,5 mil milhões de dólares, que compararão com os 9,8 mil milhões de 2017.

Entre os outros mercados regionais, a Ásia-Pacífico lucrará nove mil milhões (8,3 mil milhões em 2017), o Médio Oriente 600 milhões (300 milhões),e a América Latina 900 milhões (600 milhões).

África será a excepção neste cenário de lucros, devendo repetir em 2018 as perdas de 100 milhões de dólares antecipadas para este ano.

 

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