A Maersk, a consultora EY, a companhia de segurança de dados Guardtime e a Microsoft uniram-se para construir uma plataforma de seguros marítimos baseada na tecnologia blockchain. Será a primeira utilização real desta emergente tecnologia na indústria marítima.

Blockchain

A plataforma blockchain – construída com tecnologia da nuvem global da Microsoft Azure – está posicionada para fornecer um valor significativo ao sector de seguros e está programada para ser implementada a partir de 2018.

EY e Guardtime indicam que a plataforma já está pronta e que será implantada em Janeiro próximo, altura em que a AP Moller-Maersk, que integrou um teste-piloto de 20 semanas à nova plataforma, começará a usá-la em algumas das suas áreas de negócio, em conjunto com as seguradoras MS Amlin e XL Catlin.

A blockchain funciona como um banco de dados inviolável que é partilhado e actualizado, em tempo real, numa rede. Pode processar e definir automaticamente transacções através dos chamados “contratos inteligentes” usando algoritmos informáticos, sem necessidade de verificação de terceiros.

Shaun Crawford, líder global de seguros da EY, disse, citado pela “Reuters”, que os seguros marítimos, com origem há 400 anos, são uma das áreas de negócio mais ineficientes do sector de seguros. As companhias de transporte marítimo liquidam todos os anos mais de 25 mil milhões de euros em prémios.

O chefe de risco e seguros na AP Moller-Maersk, Lars Henneberg, acredita que a tecnologia poderá ser uma ajuda importante na área seguradora. “É uma prioridade para nós potenciarmos a tecnologia para racionalizarmos e automatizarmos a nossa interacção com o mercado de seguros. As transacções de seguros são, actualmente, muito fastidiosas e friccionais. A distância entre risco e capital é simplesmente muito grande. A tecnologia blockchain tem potencial para facilitar o desenvolvimento desejado, o qual está atrasado há muito tempo”, referiu.

 

 

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