Três em cada quatro dos 15 mil inquiridos para o barómetro da Antram sobre o transporte rodoviário de mercadorias não recomendariam o sector como uma opção profissional.

Motoristas em descanso

Este é, de resto, o resultado mais negativo do inquérito promovido junto de empresários, gestores e quadros de empresas transportadoras, ou de empresas e entidades com ele relacionados. Caso para a Antram concluir pela “necessidade de se apostar numa promoção do sector do transporte rodoviário como opção de carreira de futuro”.

Mais divididas, mas ainda com um ligeiro pendor negativo, estão as opiniões sobre a evolução da actividade num horizonte de três anos: 51% dos inquiridos têm uma perspectiva negativa, enquanto 48% têm uma visão positiva e 1% até muito boa. Curiosamente, os colaboradores estão mais optimistas que os empresários e gestores.

No que toca às opções de investimento para o próximo ano, cerca de dois terços (63%)  das empresas dizem ir mantê-lo, enquanto 22% admite reduzi-lo e só 14% pensa investir mais. Os inquiridos com formação académica de nível superior são os mais optimistas.

A propósito das habilitações literárias, o barómetro da Antram conclui que os colaboradores do sector apresentam um nível de formação superior ao dos empresários e gestores. Algo que “poderá estar relacionado com a maior sofisticação da área e com a necessidade de modernização necessária para fazer face à concorrência”, alvitra a associação. Mas que poderá também ajudar a explicar o sentimento negativo sobre o futuro profissional no sector, uma vez que “a maioria dos colaboradores considera que o retorno [do investimento na formação] não se encontra ao nível do desejável”.

Sem surpresa, Lisboa e Porto são os distritos que apresentam as dinâmicas mais positivas no sector.

O barómetro da Antram foi desenvolvido em parceria com a “Transportes em Revista” e a Galucho.

 

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