Os incidentes de pirataria ou assalto à mão armada nos mares de todo o mundo tiveram em 2017 o nível mais baixo dos últimos 22 anos, de acordo com o Bureau Marítimo Internacional (BMI). O organismo avisa, porém, para a continuação de perigos na África Ocidental e na Somália.

O BMI indica que foram reportados ao seu Centro de Relatórios de Pirataria 180 incidentes no ano passado. Para encontrar um registo tão baixo tem de recuar-se a 1995, quando foram notificados 188 ataques. Em 2016, tinham sido 191 os incidentes, abaixo dos 246 de 2015.

Em 2017, um total de 136 navios foi abordado, 16 estiveram debaixo de fogo e seis foram desviados. O número de marinheiros sequestrados foi de 76 em 13 navios, havendo a lamentar três mortos e seis feridos.

Embora o número de ataques de piratas tenha continuado a cair, o BMI adverte para as ameaças persistentes em regiões como a África Ocidental. A maioria dos sequestros ocorreu nas águas ao redor da Nigéria: 65 tripulantes foram sequestrados em dez incidentes.

“Embora o número de ataques tenha diminuído neste ano em relação ao ano anterior, o Golfo da Guiné e as águas ao redor da Nigéria continuam a ser uma ameaça para os marítimos. As autoridades nigerianas intervieram numa série de incidentes ajudando a evitar que os incidentes aumentassem”, refere, citado no relatório, Pottengal Mukundan, director do BMI.

A anterior mancha negra da pirataria da Somália também viu um aumento nos incidentes, dos dois de 2016 para nove no ano passado. Entre os incidentes de 2017 esteve um ataque a um porta-contentores ocorrido 280 milhas náuticas a Leste de Mogadíscio, onde os piratas tentaram embarcar no navio e dispararam dois lança-granadas na direcção da embarcação.

“Este incidente dramático, em conjunto com os nossos números de 2017, demonstra que os piratas somalis mantêm a capacidade e a intenção de lançarem ataques contra navios mercantes a centenas de milhas do litoral”, acrescenta Mukundan.

 

 

 

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