Dentro de seis meses, o porto moçambicano da Beira deverá poder receber de novo navios de até 60 mil toneladas, concluídas que estejam as dragagens de emergência.

Dragagens - Moçambique - Porto da Beira

As dragagens, com um custo de 25 milhões de euros, serão realizadas pela Van Oord Mozambique, Lda, subsidiária do grupo holandês Van Oord, que ganhou o respectivo concurso público internacional.

Em declarações ao “Notícias” local, o director de comunicação e imagem da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) disse que a operação consiste na limpeza do canal, do cais e das bacias de manobras, prevendo-se a retirada de cerca de três milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Adélio Dias adiantou que a dragagem permitirá a reposição das larguras do canal de 135 e 250 metros, bem como das cotas de -8 e -9,20 metros nos troços rectos e na curva de Macuti, respectivamente.

Terminada a dragagem, espera-se que o porto da Beira volte a receber navios de tipo Panamax com um máximo de 60 mil toneladas de arqueação bruta, o dobro do que se verifica actualmente, operando 24 horas por dia.

Em 2013, a Empresa Moçambicana de Dragagens adquiriu, por 35 milhões de euros, uma draga na Lituânia, para operar no porto da Beira, já com o objectivo de garantir fundos de -8 metros, mas entretanto a embarcação teve um acidente e as operações de desassoreamento não tiveram continuidade.

O porto da Beira serve como ponto de entrada e saída das mercadorias de alguns países da África Austral sem acesso directo ao mar, como o Zimbabué, Zâmbia, Malawi e República Democrática de Congo.

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