Visando a reflexão e troca de ideias sobre oportunidades de formação e emprego tradicionalmente masculinas, integradas em actividades da economia do Mar, realizou-se na Casa da Baía de Setúbal, o Workshop Profissões de Mar no Feminino.

A iniciativa foi promovida pelo Soroptimist Clube de Setúbal, associação internacional sem fins lucrativos que desenvolve projectos junto da comunidade, essencialmente nas áreas da saúde, educação e women empowerment.

Do painel de abertura, fizeram parte representantes das entidades parceiras, que apresentaram a respectiva oferta formativa e, por outro lado, souberam atrair os jovens e adultos que constituíram grande parte da audiência, interessada em conhecer melhores oportunidades profissionais e de formação ligadas ao Mar. Estiveram presentes Fernanda Pestana, vice-presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Helena Álvaro, presidente do Conselho Directivo da Escola de Formação Profissional de Setúbal, Inês Falcão, coordenadora do For-Mar Núcleo Regional de Lisboa e Alentejo, José Meneses Luís, director do Centro de Emprego e Formação Profissional de Setúbal, e Fátima Évora, presidente do Soroptimist Clube de Setúbal.

Seguiu-se um enquadramento ao tema “Desafios e oportunidades da Economia do Mar”, por Miguel Marques, partner da PwC, que traçou um retrato realista das actividades económicos do sector e falou das tendências internacionais, tendo por base os resultados da última edição do LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar, uma ferramenta que caracteriza, anualmente, a actual situação dos recursos do Mar, assim como as suas perspectivas de evolução no futuro.

Da mesa redonda, fizeram parte mulheres de reconhecido sucesso profissional – Laura Rodrigues, general manager da OPDR Iberia, Raquel Gaspar, bióloga marinha gestora da Cooperativa Ocean Alive, Cristina Alves, comandante da Marinha Mercante e CEO da Portline Bulk International, e Maria da Luz Santos,  general manager da Rebonave -  que partilharam diversos e interessantes momentos das suas experiências profissionais, incluindo relatos sobre o modo como as oradoras encararam situações problemáticas de falta de equidade de género.

A título de conclusões, refira-se que terão ficado evidentes (1) a emergência de oportunidades profissionais ligadas ao Mar, concretamente na fileira alimentar e no turismo náutico, (2) a disponibilidade por parte das entidades para a criação de novas ofertas formativas ligadas ao Mar, (3) a correlação positiva entre produtividade e skill mix teams, i.e., com diversidade de género, etária e de competências e (4) a necessidade de valorizar quem faz bem e ousa arriscar, empreendendo a transformação de uma ideia num projecto que ofereça valor e traga retorno económico.

Os comentários estão encerrados.