A espanhola Renfe obteve um lucro de 66 milhões de euros entre Janeiro e Setembro, o que compara com os dois milhões alcançados no mesmo período de 2016. Com isso, a companhia praticamente garantiu que 2017 será o primeiro exercício da sua história com resultados positivos.

Renfe Mercadorias

O impulso do AVE, o corte nas despesas financeiras e a contenção das perdas da divisão de transporte de mercadorias foram os principais factores para a melhoria do desempenho da Renfe nos primeiros nove meses do ano.

A operadora já tinha fechado o exercício de 2016 com números positivos, mas regressou, depois, aos prejuízos, quando a nova equipa de gestão, liderada por Juan Alfaro, reformulou as contas e incluiu uma provisão para a multa histórica imposta pela autoridade da Concorrência ao negócio de mercadorias.

De Janeiro a Setembro de 2017, os serviços do AVE e do longo curso da Renfe facturaram 1 066 milhões de euros, mais 4,7% do que no período homólogo do ano passado, após terem aumentado em 3,9% o número de passageiros transportados, para 24,84 milhões. O AVE registou 15,84 milhões de passageiros nos primeiros nove meses, mais 4,1% ou 628 mil pessoas. Já o longo curso registou, nos nove primeiros meses do ano, um total de ove milhões de passageiros, mais 3,5% do que no mesmo período de 2016.

Por outro lado, os serviços de médio curso (regional) e suburbano (Cercanías), que têm carácter de serviço público e, portanto, recebem um subsídio estatal, facturaram 552,6 milhões, mais 4% do que no período homólogo. Também ao nível dos passageiros houve subida (+2,9%) face aos primeiros nove meses de 2016, para 333,11 milhões.

Mercadorias reduzem perdas

A divisão do transporte de mercadorias registou um prejuízo de 20,8 milhões de euros. Estas perdas são, ainda assim, 39,8% inferiores às verificadas no fim de Setembro do ano passado.

A Renfe explica a melhoria graças ao “plano de resgate” que lançou nesta área de negócio no início do ano, com medidas como a venda de comboios e um plano para rescisões voluntárias de trabalhadores, além da reestruturação das operações.

A companhia conseguiu reduzir as despesas entre Janeiro e Setembro de 2017, mesmo com o aumento das taxas que pagou à Adif pelo uso das infra-estruturas. O custo das taxas ascendeu a 620 milhões de euros, mais 35,4% do que um ano antes.

Ainda assim, a Renfe reportou, no final do terceiro trimestre, um lucro operacional bruto (EBITDA) de 375,95 milhões de euros, 16,6% superior ao do ano passado.

 

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