Depois da Empark será agora a vez da Saba mudar de mãos. Os accionistas minoritários querem vender e podem obrigar a La Caixa a acompanhá-los.

Saba

A KKR, a Torreal e a ProA, que, juntas, controlam 49% da gestora de estacionamento, estão a negociar a venda das suas posições, mas envolvendo os 100% da empresa, uma vez que o pacto social que as une à Criteria, detém os restantes 51%, obriga a empresa do grupo La Caixa a vender também ou a comprar tudo.

Um spin-off da Abertis, constituída em 2011, a Saba gere actualmente perto de 200 mil lugares de estacionamento em Espanha, Portugal, Itália e Chile.

A empresa esteve também envolvida na gestão de plataformas logísticas mas alienou essa área de negócio no ano passado.

Em 2016, a Saba realizou um volume de negócios de 222 milhões de euros (225 milhões em 2015) e obteve um EBITDA de 103 milhões e um resultado líquido sem extraordinários de quatro milhões (32 milhões com a venda do negócio da logística).

Entre os interessados na Saba estarão fundos de investimento especializados em infra-estruturas. a A Arcus é o nome mais falado em Espanha para um negócio que pode chegar aos 1 150 milhões de euros.

A portuguesa Empark foi vendida em Julho passado ao Macquarie European Infrastructure Fund 5 (MEIF5), gerido pela australiana Macquarie, numa operação que superou também os mil milhões de euros.

Curiosamente, o fundo australiano terá ganho a corrida pela Empark à Saba, que terá também apresentado uma proposta firme pela rival ibérica.

 

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