O terminal de contentores de Alcântara,concessionado à Liscont, será o terminal de transhipment do porto de Lisboa. No Barreiro será construído um terminal multimodal.

Porto de Lisboa

Para o terminal de Alcântara, a Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária, hoje apresentada em Lisboa pela ministra do Mar, prevê o aumento da capacidade, dos actuais 350 mil para 640 mil TEU/ano, numa primeira fase, mediante um investimento de 97 milhões de euros (dos quais, 93 milhões da concessionária), em novos equipamentos e na extensão do cais até aos mil metros (actualmente 630 metros). Os fundos, hoje de -13,5 metros, serão aumentados para permitir a operação de navios de maiores dimensões.

A produtividade aumentará 21% por posto de acostagem e o terminal de Alcântara ficará capaz para acolher tráfegos de transhipment. As obras deverão arrancar ainda este ano ou no próximo.

Para o Barreiro confirma-se a opção por um terminal multimodal com uma zona de actividades logísticas anexa. O novo terminal disporá, numa primeira fase, de um cais de 800 metros (nada é referido sobre os fundos), apontando-se para uma capacidade de movimentação de um milhão de TEU/ano. Objectivo: “aumentar a capacidade de movimentação de carga”.

O investimento previsto, de privados, é de 400 milhões de euros. O concurso público para a concessão deverá ser lançado ainda no final do ano corrente,  de modo a que as obras arranquem em 2019.

Nos investimentos em infraestruturas hoje confirmados pela ministra Ana Paula Vitorino incluem-se ainda conclusão, ainda este ano, do novo terminal de cruzeiros (22,7 milhões de euros de investimento a cargo de privados), e o desenvolvimento da navegabilidade do Tejo até Castanheira do Ribatejo, um projecto protagonizado pelo Grupo ETE, com um investimento de 20 milhões de euros dividido “a meias” entre público e privado, e que devera permitir a navegação de barcaças entre os terminais de Lisboa e o novo cais de Castanheira do Ribatejo de barcaças de até 90 metros de comprimento, 11,4 metros de boca e 3,3 metros de calado, capazes de retirar das estradas 2 000 camiões/ano.  O início da obra deverá dar-se em 2019.

No total, a Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária prevê investimentos de 746 milhões de euros em Lisboa (a esmagadora maioria proveniente dos privados) que, entre outras mais-valias, deverão alavancar um aumento de 49%, ou 5,6 milhões de toneladas, na movimentação de cargas, entre 2016 e 2026.

 

 

 

Este artigo tem 2 comentários

  1. “Mais vale tarde do que nunca” Srªa Ministra do Mar, há muito tempo que aqui defendo a irracionalidade de 1 terminal de contentores no Barreiro, afinal tinha razão quanto à inexistência dos investidores privados, mas agora só falta esperar como vão resolver o problema estrutural que tem décadas em como vão transportar muitos mais contentores de Alcântara para a rede ferroviária nacional e como evitar o aumento da poluição provocada pelos camiões que os transportam na frente ribeirinha desde o terminal Liscont até ao de Stª Apolónia, é “ver para crer”,mas felizmente se esta solução não funcionar temos Setúbal para resolver o problema de Lisboa como sempre defendi, ganhamos todos com esta solução porque se evita a loucura de deitar centenas de milhões de euros para o lixo !!

  2. Como se costuma dizer ” a montanha pariu 1 rato” o que não é nenhuma novidade, os socialistas habituaram os portugueses desde o 25 de Abril a promessas que nunca se cumprem, ou raramente, esta Senhora já prometeu mundos e fundos e ao fim de 12 meses só renegociou 1 concessão de contentores e são 4, a este ritmo na véspera das legislativas termina, dá jeito rs