O presidente da APAT, Paulo Paiva, está confiante em que o sector vai este ano crescer, acompanhando a evolução das exportações, depois de três anos de estagnação.

Transitários

“Tem sido um ano de crescimento das exportações e uma larga franja dos associados lida directamente com os exportadores nacionais, portanto, em termos de volume de negócios, apesar de ainda estar o ano a decorrer, antevemos que seja um ano francamente positivo”, disse o dirigente à “Lusa”, em vésperas do 16.º congresso da associação, que decorre sexta-feira e sábado em Lisboa,no pavilhão Carlos Lopes.

A APAT tem 256 associados, essencialmente PME, que representaram em 2016 um volume de facturação de 1,672 mil milhões de
euros, em 2015 de 1,675 mil milhões de euros e em 2014 de 1,798 milhões de euros.

“Estamos em crer que, em 2017, haja um acompanhamento do crescimento das exportações, que estão a subir 11,5%, e que, depois dos últimos três anos de estagnação, sejam retomados os valores de 2014″, disse Paulo Paiva.

Segundo o responsável, esta evolução resulta do “acumular de vários factores”. “Por um lado, o ambiente empresarial positivo, mas também um culminar do trabalho que é feito pelos clientes na procura de novos mercados, desde que a crise a isso também os obrigou. Entrar num novo mercado não acontece de um dia para o outro. Nos próximos anos este crescimento vai continuar a acontecer, até porque o trabalho desenvolvido nos últimos três ou quatro anos vai começar a dar resultados também”, disse.

A ajudar o setor está também “a imagem positiva de Portugal nos últimos anos, a que o crescimento do turismo e da procura de Portugal e daquilo que ele produz não são alheios”, afirmou.

De acordo com Paulo Paiva, o sector está a ter crescimentos muito significativos em novos mercados do Oriente, que estão a compensar as perdas observadas nos clientes mais tradicionais como eram Angola e o Brasil.

Ao nível do transporte rodoviário, o principal mercado continua a ser o europeu.

O congresso daAPAT promete “reunir alguns dos maiores operadores em Portugal, assim como representantes das maiores empresas
importadoras e exportadoras do país, e neste evento serão discutidos temas de especial interesse para a actividade transitária e logística”, alguns transversais a sectores próximos ou complementares do transporte internacional de mercadorias e às actividades ligadas ao comércio internacional, bem como à inovação tecnológica nestas mesmas áreas.

“Vamos fazer um debate em torno da facilitação do comércio internacional em Portugal e uma abordagem ao futuro da actividade logística e à forma como as tendências tecnológicas, nomeadamente ao nível do -commerce nos influencia”, elencou Paulo Paiva.

Também serão debatidas as estratégias assumidas pelo Estado para o desenvolvimento das infra-estruturas portuárias, ferroviárias, rodoviároas e aeroportuárias.

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