Os aviões sem piloto serão mais seguros e permitirão uma poupança anual superior a 35 mil milhões de dólares (29,7 mil milhões de euros) às companhias aéreas, de acordo com um estudo do banco suíço UBS.

Airbus - aviões autónomos

“Reduzir a intervenção humana em voos significaria um aumento nas vantagens económicas e melhorar a segurança”, publicaram os analistas de segurança da instituição bancária

A grande fatia dos referidos 35 mil milhões de dólares anuais chegaria pela poupança em pilotos. As contas do UBS apontam para custos anuais na ordem dos 31 mil milhões de dólares (26,3 mil milhões de euros) das companhias aéreas com os seus pilotos, a que se somam três mil milhões de dólares (2,54 mil milhões de euros) em formação.

Realce ainda para a poupança em combustível que os aviões autónomos trarão. O banco suíço contabiliza menos mil milhões de dólares (847,9 milhões de euros) anuais na factura.

“A oportunidade, acreditamos, vai depender da data de lançamento das aeronaves sem piloto”, refere a nota do UBS. “Inicialmente, deverão ser desenvolvidos softwares através dos quais pode ser realizada esta mudança, diminuindo o número de pilotos de dois para um e, eventualmente, de um para nenhum”, acrescenta o documento.

Passageiros têm medo

O banco suíço conclui ainda que os passageiros também poderão obter benefícios da nova realidade, com uma diminuição dos preços dos bilhetes. O UBS estima, para as companhias aéreas dos EUA, uma redução de 11% nos preços.

O pior mesmo poderá ser a resistência dos consumidores. É que o banco suíço realizou um inquérito em que mais de metade dos 8 000 participantes afirmaram que se recusarão a voar neste tipo de aeronaves, não obstante o preço dos voos ser mais barato.

A Airbus e a Boeing estão a trabalhar no desenvolvimento de aviões autónomos, que poderão ser uma realidade cerca de 2050.

 

 

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