Quase 12% da frota mundial de porta-contentores, em termos de capacidade, estará equipada com scrubbers até 1 Janeiro de 2020, avança a Alphaliner.

Os dados da consultora revelam que os porta-contentores equipados com scrubbers no início do novo ano representarão aproximadamente 5,9% do número total de navios e 11,8% da capacidade total da frota. À data de ontem (10 de Dezembro), o número de navios equipados com filtros era de 212 unidades, com uma capacidade total de 1,79 milhões de TEU, com mais 101 embarcações a estarem em estaleiros para reconversão, segundo a Alphaliner.

“Está prevista a entrega de mais porta-contentores equipados com scrubbers nos próximos dois anos, incluindo tanto novas construções como unidades reconvertidas, o que poderá elevar o número total para cerca de mil navios, com uma capacidade acumulada de dez milhões de TEU até o fim de 2022”, escreve a consultora.

A elevada procura por filtros de partículas reflecte, indica a Alpahliner, a sua atractividade económica, na medida em que a actual diferença entre o preço do óleo combustível com baixo teor de enxofre (LSFO) e o óleo combustível pesado (HFO) atinge, já, 250 dólares por tonelada, o que proporciona aos operadores desses navios uma economia substancial face às unidades convencionais, que precisarão de mudar para combustível com um teor de enxofre de até 0,5% (3,5% no LSFO).

A única questão, além do investimento no filtro em si, é o custo que um navio parado (para os trabalhos de adaptação) representa para as companhias de navegação, avisa a consultora. No caso dos porta-contentores de maior dimensão, estar-se-á a falar de 30 mil a 50 mil dólares (27 mil a 45 mil euros). A permanência média no estaleiro para navios em reconversão em 2019 atingiu, de acordo com a Alphaliner, 59 dias, com 17% desses navios a precisarem de mais de 80 dias para concluir os trabalhos.

 

Comments are closed.