O mercado português de veículos comerciais de +16 toneladas registou em Setembro o pior mês deste ano, com uma quebra homóloga de 56%, com apenas 121 matrículas, de acordo com os dados divulgados pela ACEA.

Pior só mesmo a Grécia, que em Setembro acumulou mais uma quebra homóloga de 83%, com 11 veículos registados. Estranhamente a Dinamarca também sofreu uma forte quebra nas matrículas, com um total de 310, contra os 456 de há um ano.

Em Setembro, segundo a ACEA, matricularam-se na UE-27 21 903 pesados de mercadorias de +16 toneladas, mais 17% que no mês homólogo do ano passado. Entre os principais mercados destacou-se a França, com uma subida de 25% para as 3 383 unidades, a Alemanha, a crescer 12% para as 5 741, e Espanha e Reino Unido, ambos com ganhos de 11%, para 1 256 e 3 194 veículos, respectivamente.

Crescimentos muito mais expressivos, em termos pontuais, continuaram a ter os novos estados-membros: 145% na Estónia, 116% na Letónia, 67% na Roménia, 64% na Polónia, 43% na Eslovénia. O mercado polaco, o maior destes, já representou 1 373 veículos, mais que a Espanha, a Itália ou a Holanda.

Nos três primeiros trimestres do ano matricularam-se na UE-27 175 527 camiões de +16 toneladas, número que supera em 44% os 121 645 de há um ano.

A Grécia é o único mercado em perda, e logo de 59%, com 201 matrículas. Portugal é o que apresenta o menor crescimento: 3% com 1 680 registos.

A França lidera os ganhos dos maiores mercados, com um crescimento de 53%, para os 29 686 veículos, seguida do Reino Unido, que sobe 48% para os 19 731, da Holanda, que avança 42% até aos 8 766, e da Alemanha, com um ganho de 32% para os 45 653. Em Espanha matricularam-se 10 768 camiões de +16 t, um ganho de 27%.

Olhando para Leste, a história repete-se: a Bulgária avança 180%, a Estónia 174%, a Hungria 106%, a Letónia 276%, a Lituânia 168%, a Roménia 102% e a Eslovénia 118%. A Polónia matriculou mais 96%, comparativamente com o período homólogo de 2010, e já vale 10 588 matrículas. O que a torna o quinto maior mercado da União Europeia, a ameaçar Espanha, que é o quarto.

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