Depois da esperança de Setembro a realidade impôs-se em Outubro e o mercado mundial de carga aérea regressou à apatia com um crescimento homólogo de 0,5%, revelou a IATA.

Carga aérea

No acumulado dos primeiros dez meses do ano, o crescimento da actividade situa-se ainda nos 2,6% mas com a oferta de capacidade a crescer 5,8% (puxada pelo mercado das passagens) a taxa de ocupação cai para os 44%, o nível mais baixo desde 2009 (em plena crise global iniciada em 2008), sublinha a associação das companhias aéreas.

Sintomático das dificuldades do mercado será também o facto de, em Outubro, a taxa de crescimento das companhias do Médio Oriente ter ficado abaixo dos dois dígitos: 8,3%, em contraste com o histórico recente e mesmo com o conseguido desde Janeiro (com uma subida de mais de 12%).

Ainda em Outubro, a Europa voltou a dar um ar da sua graça mas ficou-se pelos 0,2%. A Ásia-Pacífico chegou aos 0,3%. Mas a América do Norte recuou 2,4% e a América Latina afundou 8,1%.

Em todos os casos, a oferta de capacidade subiu, e subiu mais que os volumes transportados, daí resultando umload factor globval de 44,8%.

No year-to-date, a melhor performance é, de muito longe, das companhias do Médio Oriente (a subirem 12,6%). A Ásia-Pacífico avança 3% e a África 3,4%. A América do Norte cede 0,1% e a América Latina cai 5,9%.

A Europa está flat, em termos homólogos, com um zero redondo. E assim, ou perto disso, poderá acabar o ano para o sector a nível mundial, avisa Tony Tyler, CEO da IATA, esfumadas que são as expectativas de crescimento do terceiro trimestre.

 

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