A gestão dos transportes urbanos de Lisboa e Porto passará para as autarquias no próximo dia 1 de Janeiro, anunciou o ministro do Ambiente. A Área Metropolitana do Porto aplaude e diz-se pronta… com condições.

STCP

“A data que está prevista é 1 de Janeiro de 2017. Muito antes disso haverá novidades. É normal que seja no início de um ano civil, que é também um ano fiscal”, afirmou, ontem à noite, em entrevista à “Renascença”, o ministro João Pedro Matos Fernandes.

“Acreditamos que entre o final de Junho, início de Julho, serão públicas as condições daquilo que iremos fazer e parece-me também muito normal que, quer no caso de Lisboa, que é só mesmo a autarquia de Lisboa, quer no caso do Porto, que é um conjunto de autarquias, porque a STCP não é uma empresa só do Porto, que esses municípios comecem a participar na gestão das empresas”, sublinhou o governante.

O ministro que reverteu as subconcessões da Carris e do Metropolitano de Lisboa, da STCP e do Metro do Porto rejeitou a ideia de existir assim uma fuga de investimento estrangeiro, lembrando que as empresas não fizeram qualquer investimento.

AM Porto quer conhecer o mecanismo financeiro

O presidente da Área Metropolitana do Porto, Hermínio Loureiro, já aplaudiu as declarações do ministro e considerou “perfeitamente exequivel” o prazo de 1 de Janeiro de 2017.

A AMP abrange 17 municípios, mas desses apenas seis são servidos pela STCP e serão esses a assumirem a coordenação da oferta de transporte público da STCP. A ideia, frisou o autarca é melhorar a qualidade do serviço prestado. O que implicará realizar investimento e contratar pessoal.

A esse propósito, Hermínio Loureiro sublinhou a necessidade de “acautelar” o mecanismo financeiro implícito na transferência da gestão para as autarquias, alvitrando a possibilidade de aproveitar fundos comunitários para o efeito.

 

 

 

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