A aliança 2M proposta pela Maersk Line e pela MSC é mais pequena e mais simples que a P3 mas ainda assim terá de passar pelo escrutínio das autoridades da concorrência, alerta a Drewry Maritime.

Juntos, os números um e dois do transporte marítimo de contentores deterão uma quota de mercado de 32% no Ásia-Norte da Europa. Menos que os 42,5% previstos para a P3 (com a inclusão da CMA CGM) mas acima dos 30% considerados o limite para os consórcios aceites pela União Europeia. A aliança 2M prevê realizar seis ligações semanais, contra as nove avançadas pela P3.

Situação idêntica verificar-se-á no Ásia-Med, ainda segundo a Drewry. Aí, a 2M deterá 42,1% do mercado (contra 53,8% da P3), com uma oferta de quatro ligações semanais (cinco no desenho da P3).

No Trans-Atlântico, a proposta da 2M equivalerá à da P3, com três ligações semanais. E será ainda suplantada pela aliança G6.

Na sua análise, a Drewry Maritime conclui que a 2M será, pois, mais pequena e também mais simples que a P3 (desde logo, por não prever a criação de uma entidade independente para gerir a frota conjunta, assumindo-se como um acordo de partilha de capacidade).

A nova aliança será, assim, comparável às alianças G6 e CKYH que já operam no mercado sem entraves das autoridades da Concorrência internacionais.

Porém, avisa a Drewry, a qualidade do serviço oferecido poderá ser pior que a visada pela aliança P3, lembrando que os níveis de fiabilidade da MSC são inferiores aos da Maersk Line.

No relativo à CMA CGM, que fica de fora da nova aliança mas que actualmente partilha capacidade com a Maersk Line e a MSC em diferentes tráfegos, a Drewry avança que o futuro terá de passar por novas parcerias.

Se tudo correr pelo melhor, a 2M deverá iniciar operações no arranque de 2015.

Comments are closed.