Um estudo liderado por analistas da SeaIntel concluiu que a redução em meia hora do tempo de imobilização dos navios nos portos pode poupar dez milhões de dólares/ano nas ligações Ásia-Europa.

O estudo visou demonstrar que a redução dos tempos de escala permite aos operadores baixarem a velocidade até ao porto seguinte e, logo, cortar na factura do combustível.

Tomando como caso de estudo o CMA CGM Andromeda, um navio de 11 400 TEU, os analistas concluíram que numa viagem de 200 milhas (entre portos), as poupanças permitidas por uma redução de duas horas na escala seriam de 2 000 dólares/porto, caso o navio navegasse próximo dos 14 nós, chegando aos 6 000 dólares caso navegasse cerca das 16 nós.

Considerando a linha Ásia-Europa, em que cada navio escala em regra entre oito e 12 portos, a simples redução de meia hora no tempo de imobilização em porto permitiria uma poupança global de dez milhões de dólares/ano. Que seriam 40 milhões se a redução chegasse às três horas.

Generalizando a toda a indústria, os autores do estudo avançam com uma hipótese de poupança anual de 180 milhões de dólares só em combustível.

Evidentemente, as poupanças efectivas diferirão muito de caso para caso, consoante a extensão das viagens entre portos, a velocidade de navegação, os consumos do navio, os volumes de carga transportados, etc., etc..

Ainda assim, o que o estudo da SeaIntel reforça é que a capacidade de operar depressa um navio é uma forte arma concorrencial dos terminais, que sempre podem argumentar que, mais do que pouparem nos custos de operação portuária, os armadores terão garantidos ganhos na factura do combustível.

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