O sistema de bike sharing de Lisboa custará à autarquia 5,5 euros/bicicleta/dia durante oito anos. Com os preços de utilização anunciados, serão precisas quase 14 horas/dia para pagar a factura.

Bike sharing Lisboa

Hoje iniciou-se a fase de testes reais. Em Setembro toda a rede deverá estar operacional. No imediato estão disponíveis 100 bicicletas, distribuídas por dez estações na zona do Parque das Nações. As bicicletas e a aplicação que dá suporte ao sistema serão testados gratuitamente por 400 dos mais de 2 000 voluntários que se candidataram.

O projecto-piloto durará um mês. No entretanto, e até Setembro, serão instaladas as restantes estações (serão 140 no total) que receberão 1 410 bicicletas, 60% das quais eléctricas (por causa dos declives e para os menos preparados para pedalar), distribuídas por várias zonas da capital.

Para usar as bicicletas partilhadas haverá que instalar a app que dá suporte ao sistema, e que indicará ao utilizador as bicicletas disponíveis mais próximo da sua localização e permitirá desbloqueá-las.

Quanto aos custos para os utilizadores, estão previstos passes anuais (25 euros), mensais (15 euros) e diários (10 euros). Depois, cada utilização (limitada a 30 minutos, porque a ideia é partilhar as bicicletas, não é fazer cicloturismo) custará entre 10 e 20 cêntimos, consoante se trate de bicicletas normais ou eléctricas.

A autarquia, através da EMEL, suportará os custos da rede (aquisição e manutenção das bicicletas, app, gestão operacional), fixados em 23 milhões de euros para um período de oito anos.

Contas feitas, cada bicicleta custará cerca de 5,5 euros por dia aos promotores. Ou seja, no caso de uma bicicleta eléctrica, será necessária uma utilização diária de quase 14 horas para suportar os custos. Isto, claro, sem contar com as receitas dos passes.

Por regra, os sistemas de bike sharing não são lucrativos, sustentam os responsáveis. Por isso é que na equação do deve-haver entram também as receitas de potenciais patrocinadores. Que para já não há. Ainda assim, e atenta a importância previsível do sistema para a oferta  de mobilidade na capital, a EMEL dispõe-se a pagar a factura.

 

 

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