A falta de cargas, ou o excesso de capacidade, deverá levar à imobilização de porta-contentores com uma capacidade total de 600 mil TEU, no início de Janeiro, prevê a Alphaliner.

Em apenas dois meses, o que falta até ao final do ano, a frota de porta-contentores imobilizada por falta de trabalho deverá crescer 50% em capacidade. No início deste mês, a Alphaliner contabilizava 185 navios parados, com uma capacidade agregada de 398 mil TEU.

As previsões da Alphaliner estão em linha com as projecções da Macquarie Equities Research de uma imobilização de 5% da frota mundial no final do ano. Um valor que compara com os 0,6% do final de Junho e os 2,5% de meados de Outubro. E entretanto não param de entrar ao serviço novos navios.

Os navios de menores dimensões são os mais afectados pela falta de cargas, também em resultado do efeito de cascata provocada pela entrega de novos megacarriers. Dos 185 considerados pela Alphaliner no princípio do mês, 68 têm entre 1 000 e 2 000 TEU de capacidade, enquanto apenas sete são de 5 000-7 500 TEU e um único é de mais sde 7 500 TEU.

Tempos difíceis vivem também os donos dos navios. Dos 185 navios parados, apenas 50 são propriedade dos operadores. Os armadores estão a receber de volta os navios que tinham fretados e não encontram novos interessados na sua utilização.

Os 600 mil TEU que estarão imobilizados no princípio de 2012 ficarão, ainda assim, muito longe dos 1,5 milhões de TEU que chegaram a ser registados no auge da crise de 2009.

Comments are closed.