No espaço de três meses, a capacidade agregada dos porta-contentores imobilizados por falta de cargas mais do que quadruplicou, refere a Alphaliner.

Se há três meses os navios parados representavam uns 75 mil TEU, agora já chegam aos 335 mil TEU e as coisas não deverão ficar por aqui. Pelo contrário, a Alphaliner estima que até ao final do ano a capacidade imobilizada deverá atingir o meio milhão de TEU.

Comparativamente com Dezembro do ano passado, quando estavam inactivos 360 mil TEU, a previsão da Alphaliner representa um agravamento de 39%. Mas no entretanto a frota mundial de porta-contentores não parou de crescer e supera já hoje os 5,2 milhões de TEU (considerando apenas os porta-contentores celulares).

A confirmar-se a previsão da Alphaliner, e sem considerar que até lá mais navios entrarão ao serviço, no final do ano a frota inactiva representará apenas cerca de 3% da capacidade disponível no mercado mundial. Muito longe dos mais de 10% verificados no pico da crise.

Não será caso para alarme, mas justifica-se a preocupação, avisa a Alphaliner, considerando o fraco crescimento nos tráfegos para os EUA e a situação de anemia em que vive o mercado Ásia-Europa.

Os mais prejudicados com a situação estão a ser os armadores, que não conseguem colocar navios e já estão a receber de volta navios fretados pelos operadores. Entre os 335 mil TEU inactivos no final de Setembro, 232 mil TEU eram de navios de armadores, e 103 mil TEU correspondiam a navios propriedade dos operadores.

Um outro sinal de alerta, avisa a Alphaliner, prende-se com o facto de desde Junho o número de navios inactivos superar sistematicamente os valores registados no período homólogo de 2010.

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