Três meses, 90 dias, é o prazo fixado pelo Executivo para que um grupo de trabalho de sete elementos aponte pistas para o futuro do aeroporto civil de Beja.

O despacho do secretário de Estado Sérgio Monteiro foi hoje publicado em Diário da República. O grupo de trabalho será coordenado por João Paulo Ramôa e integrará representantes da ANA, da Força Aérea, da CCDR Alentejo, do Turismo do Alentejo, da associação de municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral e da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral.

O grupo de trabalho terá por missão “revisitar os pressupostos de procura que estiveram na base do investimento (…) e propor formas de rentabilização das vertentes civil e comercial, adequadas à realidade do mercado”, lê-se no despacho do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Actualmente o aeroporto de Beja é apenas utilizado por alguns, poucos, voos charter de operadores turísticos. No início de 2011, a ANA assinou com a Aeromec (grupo Omni) um contrato para a instalação de um centro de manutenção de aeronaves, mas pouco se sabe do avanço do investimento previsto de cinco milhões de euros.

O interesse da Coreia do Sul para ali instalar um centro de formação de pilotos foi por várias vezes noticiado. E, mais recentemente, falou-se na possibilidade do o aeroporto alentejano ser o “+1” de que a Portela precisa.

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