A União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU) discorda do período de carência de cinco dias na cabotagem introduzido pelo Pacote da Mobilidade aprovado a semana passada pelos ministros dos Transportes da UE.

IRU critica restrições à cabotagem

A IRU justifica a posição por considerar que aquele período “restringe desnecessariamente” o mercado do transporte rodoviário. Além disso, a introdução de uma medida deste tipo será, de acordo com a mesma fonte, “desproporcionada” no caso de o motorista pretender regressar a casa.

A entidade defende um período de quatro semanas para que os motoristas voltem para casa e “não sejam forçados a estender artificialmente as suas viagens internacionais”. A IRU considera que a flexibilidade no tempo de condução não põe em perigo a segurança e “ajuda os motoristas e os operadores internacionais a trabalharem de uma forma mais flexível”.

O descanso adequado deve ser feito em casa ou no país de estabelecimento e não em estacionamentos, de acordo com a IRU.

Quanto ao descanso semanal normal na cabine, a organização solicita que seja realizado em áreas seguras de estacionamento de camiões. “A cabine do camião não é o problema, são necessárias áreas de estacionamento mais seguras para garantir condições adequadas de descanso para os motoristas”, aponta a IRU.

Matthias Maedge, responsável pela IRU na Europa, indica que os principais objectivos da associação são a “segurança, a comodidade e a sustentabilidade”. “Entendemos que esse é também o espírito de trabalho nas instituições. Por isso, incentivamos os legisladores da UE a aderirem a estes princípios nas fases finais das negociações. Precisamos de clareza antes das próximas eleições europeias”, indica, citado em comunicado.

O Pacote da Mobilidade da UE ainda tem de ser ratificado pelo Parlamento Europeu.

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