A Associação Comercial do Porto (ACP) reclama do Governo o avanço dos investimentos previstos para Leixões e contesta a prioridade dada ao projecto do novo terminal de contentores do Barreiro.

Leixões - TCL

Em carta enviada ao Executivo, a associação liderada por Nuno Botelho sublinha a importância dos investimentos previstos para Leixões, com a expansão do terminal de contentores Sul (e criação do terminal ferro-marítimo) e a construção do terminal de contentores de -14 metros, e critica a “ausência de resposta da tutela” e o consequente adiamento das obras.

“Questiona-se pois, quando pensará o Governo clarificar as indefinições que estão a bloquear o arranque destes investimentos, tendo em conta que o impasse criado pode vir a comprometer a sua viabilização no horizonte 2020, comprometendo também por essa via a capacidade de resposta do porto às necessidades desta Região.”, é dito na missiva.

Em contraponto, critica a associação, “estranha-se que (…) seja grande o empenho e a preocupação do Governo em se avançar rapidamente para a construção do novo terminal de contentores de Lisboa no Barreiro, tratando-se de uma solução incomportavelmente cara e sem qualquer base de sustentação técnica ou económica.”.

A este propósito, a ACP faz suas as críticas à localização do novo terminal, bem como as propostas que apontam para o desenvolvimento alternativo do porto de Setúbal. E sustenta que “continua por esclarecer o que pensa o Estado fazer com todos os terminais de contentores existentes hoje na margem norte do Tejo ou se é para manter o investimento de 46,6 milhões de euros previsto para a expansão do Terminal de Alcântara.”.

“Teme-se, portanto, que a concretizar-se a construção do novo porto de águas profundas no Barreiro, toda a política portuária nacional seja posta em causa, continuando a adiar-se investimentos fundamentais, que estão há muito devidamente estudados e validados pelo mercado, como é o caso daqueles que estão previstos para o porto de Leixões.”, remata a associação até há pouco liderada por Rui Moreira.

Posição Pública: Os investimentos necessários no Porto de Leixões

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