Com as linhas de montagem encerradas desde meados do mês, a produção nacional de veículos comerciais recuou em Março 41,3%.

É o pior registo da década, de acordo com os dados da ACAP. Em Março, a produção nacional de veículos comerciais ficou-se pelas 3 410 unidades. A culpa é da crise provocada pela Covid-19, que ditou o encerramento das linhas de montagem, em Portugal como um pouco por toda a Europa. A PSA Mangualde suspendeu a laboração a 18 de Março e a Mitsubishi do Tramagal parou a 23.

Em Março contaram-se 3 203 comerciais ligeiros produzidos em Portugal, menos 39,3% que há um ano. Comerciais pesados foram 207 (menos 61,1%), entre 194 camiões (-63,5%) e 13 autocarros (zero há um ano).

No acumulado do primeiro trimestre, as unidades automóveis instaladas em Portugal produziram 15 101 comerciais (menos 7,4% em termos homólogos): 14 149 ligeiros (-4,5%), 928 pesados de mercadorias (-38%) e 24 pesados de passageiros (+2300%).

A PSA de Mangualde garantiu 89% da produção de comerciais ligeiros, com a Mitshubishi do Tramagal (8%) e a Toyota Caetano a fazerem o resto. Os pesados de mercadorias saíram todos do Tramagal e os autocarros da Caetanobus.

Como é normal, os mercados de exportação foram o destino de 93% da produção nacional de comerciais, com Espanha, Itália, Bélgica e Alemanha a absorverem a maioria.

 

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