Afinal, a Trasmediterránea já não será vendida. A melhoria da performance da empresa e da envolvente económica motivam o grupo Acciona a manter a companhia. Até porque as ofertas de compra não terão sido vantajosas.
Trasmediterranea

A Trasmediterránea foi colocada à venda em meados do ano passado. Por ser considerada um activo não estratégico para o grupo da família Entrecanales, e por apresentar uma fraca performance.

Em Janeiro passado, a Balearia era apontada como a mais forte (para não dizer única) candidata à compra, depois de rejeitada a proposta de mais de 100 milhões de euros do fundo de capital de risco Cerberus.

Entretanto, tudo mudou. A Trasmediterránea fechou o exercício de 2014 com um EBITDA de 30 milhões de euros (triplicou os números de 2013) e já no primeiro trimestre de 2015 atingiu os -3 milhões de euros (contra -11 milhões no período homólogo anterior).

Para o grupo Acciona, os resultados anunciados provam o sucesso da reestruturação da companhia. Por isso, e porque a melhoria da envolvente económica permite augurar mais negócios (e uma valorização do activo), a decisão de não vender já foi comunicada aos trabalhadores.

A ajudar à decisão estará também o facto de o grupo Acciona ter conseguido já encaixar os mil milhões de euros que se propunha fazer com a alienação de rotação de activos não estratégicos.

A família Entrecanales comprou a Trasmediterránea em 2002 ao Estado espanhol, por 272 milhões de euros, e tenta vendê-la já desde 2008, altura em que a avaliou em 600 milhões de euros.

A Trasmediterránea, recorde-se, foi a primeira promotora da AEM Vigo-Nantes. Mas nunca chegou a operá-la precisamente por causa das dificuldades por que entretanto passou.

 

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