A chinesa HNA, que deverá ficar com uma participação de até 20% na futura estrutura accionista da TAP, integra o consórcio favorito à aquisição do aeroporto de Frankfurt-Hahn.

Frankfurt Hahn

 

A consultora Worth & Klein Grant Thornton, encarregue pelas autoridades do Estado da Renânia-Palatinado de organizar a venda do aeroporto, aponta o consórcio HNA-ADC (companhia alemã) como tendo a proposta mais forte e indica que a meta é que o contrato de aquisição seja assinado em meados de Fevereiro.

O estatuto de favorito não significa, porém, que o negócio já esteja ganho pelo consórcio integrado por ADC e HNA, que tem a conorrência da Henan American Machinery (um consórcio Estados Unidos-China) e da MG Holdings (Cazaquistão).

O processo de venda do aeroporto de Frankfurt-Hahn arrasta-se há um ano, após se ter descoberto que o comprador chinês que chegou a ser noticiado como novo proprietário da estrutura era, afinal, falso. A situação levou, aliás, a algum mau estar entre o Governo da Renânia-Palatinado e a KPMG (que assessorou o processo).

O aeroporto de Frankfurt-Hahn, que na origem foi uma base aérea da OTAN, opera essencialmente no mercado da carga aérea, com serviços de Silk Way, NCA, Atlas Air e Etihad Airways. Movimentou cerca de 80 mil toneladas em 2015, menos 40% do que no ano anterior, longe do máximo de 286 mil toneladas registado em 2011.

Pela proximidade a Frankfurt, o aeroporto é também base de operação de companhias low-cost no segmento dos passageiros. Nos últimos anos a infra-estrutura tem acumulado passivos e daí a decisão de venda.

 

 

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