Quase dois e anos e meio sobre o início das conversações, a fusão entre a Iberia e a British Airways chegou às respectivas assembleias de accionistas.

Não houve surpresas, tendo a fusão sido esmagadoramente aprovada. Por parte da Iberia, os accionistas presentes, que representavam 62,3% do capital, deram a sua aprovação para a operação, enquanto 99,9% dos accionistas da transportadora britânica votaram para dar luz verde à integração das duas companhias aéreas.

Este era o último requisito necessário para realizar a fusão e criar a quinta maior companhia do mundo. No final de Janeiro, as acções do International Airlines Group (IAG), holding que agrupará as duas companhias aéreas, deverão começar a ser cotadas.

Durante os dois últimos dois anos e meio, as duas empresas tiveram de superar a maior crise que assolou a indústria da aviação, a tradicional desconfiança entre as partes pela partilha do poder e o problema do défice de pensões da BA (acentuado pela queda dos mercados) de 4,37 mil milhões de euros.

A Iberia e a British continuarão como empresas independentes, mantendo as suas respectivas marcas. O IAG terá uma estrutura organizacional muito leve de apenas 50 ou 60 pessoas, explana o “Expansion”.

As empresas querem atingir sinergias de 400 milhões de euros por ano a partir do quinto ano da fusão. Os mercados serão divididos para alcançar mais clientes, sendo que a BA vai especializar-se em voos para os EUA e Ásia, e a Iberia para África e América Latina.

A 20 de Janeiro, uma quinta-feira, será suspensa a negociação das acções da Iberia e da British, e na segunda-feira seguinte o IAG começa a ser cotado. Desde Janeiro, as acções da Iberia subiram em Bolsa 72% e os da BA 47%.

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