O The Children’s Investment Fund (TCI), principal accionista privado da Aena, gestora aeroportuária espanhola, admite processar o Estado espanhol por causa da imposição da descida das taxas.

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O fundo, que tem uma participação de 11% na Aena, rejeita a descida anual de 2,2% das taxas aeroportuárias no período 2017-2021, contemplada no Dora (Documento de Regulação Aeroportuária) aprovado em Janeiro pelo governo de Madrid. Pelas contas do TCI, a redução de 11% até 2021 deixará o valor cobrado por passageiro em 11,5 euros, contra os 18 euros da Aeroportos de Paris e 17 euros da Fraport.

O maior accionista privado da Aena alega, além disso, que no período em causa a inflação será positiva, pelo que a descidas das taxas será ainda maior, com a perda de receitas a chegar aos 900 milhões de euros e não a 850 milhões de euros, como prevê o Dora.

Privados querem mais Aena

Enquanto isso, os principais accionistas privados da Aena continuam a pressionar o governo espanhol para privatizar mais, ou de preferência toda, a gestora aeroportuária, onde o Estado detém 51%.

Desde a privatização, com uma IPO (Oferta Pública Inicial) de 49%, a Aena valorizou-se 130% em Bolsa. E com isso, a posição do Estado vale actualmente cerca de 10,2 mil milhões de euros.

Os privados justificam a sua pretensão com a necessidade de ganhar agilidade na gestão da empresa, nomeadamente no processo de internacionalização.

Entre os accionistas privados da Aena contam-se o The Children’s Investment Fund, Blackrock, Talos Capital, Deutsche Bank y HSBC,

 

 

 

 

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