154 fábricas de veículos comerciais já retomaram a operação na Europa, depois da paragem devida à Covid-19, de acordo com dados da ACEA.

Aquelas 154 fábricas dividem-se em 38 unidades de comerciais ligeiros, 58 de camiões e 58 de autocarros, contabiliza a ACEA.

Em Portugal, já retomaram a operação as três maiores unidades dedicadas à produção de veículos deste segmento, a PSA de Mangualde, a Mitsubishi Fuso no Tramagal e a CaetanoBus em Gaia.

O mapa interactivo da ACEA aponta que, no total dos segmentos, são 298 as unidades que regressaram à laboração na Europa. Às 154 fábricas de comerciais, juntam-se 142 de viaturas de passageiros e 71 de motores. De notar que entre as fábricas de ligeiros de passageiros está a maior fábrica portuguesa, a Volkswagen Autoeuropa. 196 das 298 unidades em operação no continente estão situadas na União Europeia.

“Esses dados mostram a enorme escala da área industrial do nosso sector, abrangendo todo o continente europeu”, indica, citado pela assessoria de imprensa, o director-geral da ACEA, Eric-Mark Huitema. “Um relançamento bem-sucedido do sector automóvel pós-coronavírus será claramente vital para a recuperação económica mais ampla da Europa”.

Desde meados de Março, a indústria automóvel tem sofrido um forte impacto da crise da Covid-19, com as fábricas a estarem fechadas durante 29 dias úteis, em média, até o momento. As perdas de produção em toda a UE, como resultado dessas paralisações, totalizam, até agora, perto de 2,3 milhões de veículos.

Embora várias fábricas estejam a reiniciar a produção, ainda estão a operar muito abaixo da capacidade prévia à paragem.

“Se quisermos voltar à produção em larga escala, os fabricantes e fornecedores de automóveis devem colocar as suas fábricas em funcionamento de maneira rápida e coordenada. É por isso que apelamos à UE para apoiar um reinício coordenado de actividades e investimentos ao longo da cadeia de abastecimento. Também serão necessárias medidas para estimular a procura, uma vez que as vendas caíram para um nível historicamente baixo em todos os mercados-chave”, indica Eric-Mark Huitema.

 

 

 

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