A ACEA defende a utilização, à escala continental, de mega-camiões como forma de atingir os objectivos de redução das emissões de CO2 nos pesados de mercadorias.

 

Um novo estudo da Associação dos Construtores Europeus de Automóveis (ACEA) aponta que três mega-camiões podem substituir seis de dimensões normais, com uma redução das emissões de CO2 de até 27%.

Os camiões de grande capacidade na forma de combinações do sistema europeu modular (SME) já são permitidos em Portugal, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, na maioria dos estados federais alemães, Holanda, Espanha e Suécia.

A ACEA defende uma harmonização europeia. “Para permitir que os benefícios dos veículos de alta capacidade sejam sentidos em toda a UE, instamos os decisores políticos a viabilizarem a introdução de um sistema de transporte de alta capacidade em termos transfronteiriços”, refere, citado em comunicado, o secretário-geral da associação, Erik Jonnaert.

Os primeiros limites de CO2 da UE para veículos pesados ​​foram fixados há poucos meses e vigorarão a partir de 2025 e 2030. “Os fabricantes de camiões estão empenhados em fazer a sua parte para reduzir as emissões”, explicou Jonnaert. “No entanto, esses padrões de eficiência para veículos novos não serão suficientes para reduzir as emissões totais de CO2 do transporte rodoviário”, acrescenta o mesmo responsável.

A procura por transporte de mercadorias deverá crescer substancialmente nas próximas décadas. Os mega-camiões oferecem, de acordo com a ACEA, “um meio económico de lidar com essa procura crescente, mantendo as emissões de carbono sob controlo – sem ter de modificar ou ampliar a infra-estrutura viária existente na Europa”.

» ACEA Paper: High capacity transport

 

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