A ligação ferroviária entre Lisboa e o novo terminal de contentores da Trafaria custará 160 milhões de euros. Não está prevista a construção de qualquer nova ponte. Os ambientalistas contestam a opção.

A construção da ligação ferroviária tem um custo estimado de 152 milhões de euros, a que acrescerão oito milhões para as necessárias expropriações, disse no Parlamento o presidente da Refer.

Rui Loureiro lembrou que a gestora da infra-estrutura ferroviária já estudou, há anos, esta ligação (o projecto do novo terminal de contentores na Trafaria vem do tempo da gestão de Manuel Frasquilho na APL), existindo um canal “mais ou menos reservado” para garantir a união da Linha do Sul à Trafaria.

O presidente da Refer acrescentou que a opção de traçado com menor impacte ambiental prevê a construção de três túneis e três viadutos. Mas não está equacionada qualquer nova travessia sobre o Tejo. Nem a utilização da ponte 25 de Abril, garantiu.

Questionado sobre os sobrecustos da transferência de cargas entre Lisboa e a Trafaria, Rui Loureiro reconheceu que existirão “alguns”, lembrando “os cerca de 200 quilómetros (?)” da ligação.

Contra  a construção da linha ferroviária manifestou-se já a presidente do GEOTA. “Os impactos serão certamente muito significativos. Deve-se pensar seriamente se a obra deve ser feita ou não. A pouca informação que há sobre o projecto indica que é uma obra com utilidade duvidosa, com custo elevadíssimo e com impactos ambientais e sociais altamente lesivos, para além de uma metodologia de decisão inadequada”, frisou Joanaz de Melo, em declarações à “Lusa”.

Segundo aquela dirigente, o traçado estudado pela Refer prevê o atravessamento da arriba fóssil da Caparica, classificada como área protegida.

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