A Associação Comercial do Porto (ACP) saúda a avanço do prolongamento do quebra-mar de Leixões e exige a concretização dos projectos previstos no Plano Estratégico do porto nortenho.

Porque “cada dia de atraso no Plano Estratégico de Leixões é um dia de prejuízo para a economia”, o presidente da ACP, Nuno Botelho, subscreve a decisão saída da reunião de ontem da ministra do Mar com os autarcas de Matosinhos e Porto de realizar os estudos para minorar os impactos da obra sem prejudicar o procedimento concursal em curso.

“Estes estudos são relevantes para garantir a sustentabilidade de um conjunto de pequenos negócios ligados à economia do mar e desde que, como se preconiza, tal não coloque em causa o calendário das empreitadas do quebra-mar e de aprofundamento do canal. Trata-se de obras reclamadas e aguardadas por toda a Comunidade Portuária de Leixões há mais de dez anos. Não podem ser adiadas”, afirma.

No comunicado, a ACP diz esperar que as “obras agora postas a concurso sejam o arranque da materialização dos projectos que integram” o Plano Estratégico de Leixões. “Em concreto, a Associação deseja que não continue a atrasar-se a construção do novo terminal de contentores”, refere.

“Leixões é um motor da capacidade exportadora portuguesa, até porque é no Norte e no Centro que estão o maior número de empresas exportadoras do país. Cada dia de atraso no Plano Estratégico de Porto de Leixões é um dia de prejuízo para a economia portuguesa”, sublinha Nuno Botelho.

Por isso, diz “esperar que a Ministra do Mar, depois de tantas indecisões e promessas falhadas, faça deste concurso um arranque para o aumento da capacidade e para a modernização de Leixões e não continue a adiar os investimentos que as empresas há tantos anos aguardam. Temos que exigir que o Plano Estratégico avance”.

Curiosidade: Nuno Botelho sucedeu a Rui Moreira na presidência da Associação Comercial do Porto, quando este decidiu avançar com a candidatura à presidência da Câmara Municipal do Porto.

 

Este artigo tem1 comentário

  1. luís pereira

    Felizmente o EIA do novo terminal no Barreiro “AFUNDOU” OU SEJA DEU NEGATIVO, talvez assim a ministra do mar seja obrigada a perceber o que todos já tinham percebido há anos : é 1 estupidez insistir num novo terminal no Barreiro quando Setúbal tem espaço para toda àrea metropolitana de Lisboa em 100 anos !

Deixar um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*