O programa eleitoral da coligação PSD-CDS/PP contemplará o arranque da privatização da Infraestruturas de Portugal. A Adfersit está contra.

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Em comunicado emitido a propósito, a associação que reúne quadros e técnicos especialistas nas questões dos transportes, da mobilidade e da logística sustenta que o facto de haver, alegadamente, investidores interessados “por si só não é suficiente” como argumento.

“Pelo contrário – defende – qualquer decisão deste tipo, deveria basear-se primordialmente numa visão estratégica da função da empresa ao serviço da competitividade da economia e da forma mais eficiente de exercer essa função”.

Para a Adfersit, a Infraestruturas de Portugal (resultante da fusão da Estradas de Portugal e da Refer) “é estratégica para a competitividade da economia e presta serviços indispensáveis aos cidadãos, pelo que o Estado não deve abdicar de controlar a sua estratégia de desenvolvimento e investimento, nem a qualidade dos serviços que presta”.

Além do que, acrescenta nas críticas, “sendo [a IP] uma empresa que não opera num mercado concorrencial, não se percebe quais os benefícios que a criação de um monopólio privado nesta área traria à competitividade da economia”, remata a associação liderada por Mário Lopes.

Na semana passada, já o secretário de Estado Sérgio Monteiro defendeu a privatização faseada da gestora das infraestruturas.

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