A Adfersit recomenda que a TAP seja vendida a uma entidade “interessada em manter e expandir o hub de Lisboa”. Sob pena de denúncia do contrato de privatização.

Em comunicado, a Direcção da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transporte defende ser preferível que a transportadora pública seja vendida a uma companhia aérea cujo mercado seja complementar, ou a uma operadora que garanta os objectivos de dimensão e complementaridade com outras companhias.

A nota, com oito pontos, aconselha mesmo que “a manutenção e expansão do hub seja acautelada explicitamente do ponto de vista contratual, na medida em que for possível”. A entidade presidida por Mário Lopes recomenda, aliás, “que, caso a existência do hub seja posta em causa (por exemplo por degradação da competitividade do mesmo por causas imputáveis à TAP), o Estado português possa proceder à resolução do contrato numa posição de força negocial que permita que a indemnização a pagar seja justa e razoável”.

“Se for necessário para garantir o objectivo estratégico de manutenção e expansão do hub, o Estado deverá manter a posse de uma parte relevante do capital da empresa”, acrescenta o comunicado.

A Adfersit recorda, na mesma nota, que “o processo de privatização deve dar prioridade a um plano estratégico com uma visão clara alinhada com os interesses nacionais de longo prazo, e não às condições financeiras imediatas da privatização”.

A associação salienta ainda a importância de se manter a qualidade do serviço ao tráfego de transferência e “a aposta contínua e sólida que tem sido feita na área de manutenção de aeronaves, pois esta representa um centro de competência técnica nacional relevante para o país”.

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