A espanhola Adif reduziu a taxa de uso da rede de Alta Velocidade. O objectivo é facilitar a futura entrada de novos operadores, concorrentes da Renfe nos serviços de transporte de passageiros.

A Adif reduziu em 9,2% a taxa que cobra pela utilização dos cerca de 3 100 quilómetros de vias de Alta Velocidade do país. Além disso, o valor da taxa cobrada aos comboios de Alta Velocidade que operam serviços internacionais, mas têm paragens em Espanha, um serviço que já foi liberalizado, caiu 16%.

O promotor e gestor das infra-estruturas ferroviárias do país vizinho avança em comunicado que o primeiro dos descontos tem como meta “promover a entrada de novos operadores” que quebrem o monopólio que a Renfe tem actualmente na Alta Velocidade e no longo curso, já que no final de 2020 este mercado estará aberto à concorrência em toda a UE. Com a segunda redução das taxas, a companhia pública espanhola procura “favorecer a entrada progressiva de novos operadores”, remetendo para o facto dessa redução dizer respeito a um serviço já aberto à concorrência.

Com efeito, já há um operador privado autorizado a operar, a ILSA, dos donos da Air Nostrum, em cujo capital a Acciona entrou recentemente. Esta companhia pretende promover um serviço AVE entre Madrid e Montpellier, com paragens em Saragoça e Barcelona.

Esse serviço será, na prática, concorrente do AVE Madrid-Barcelona operado pela Renfe. No entanto, apesar de ter “luz verde” para o serviço, a ILSA ainda está à espera de ter comboios para operá-lo.

 

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