A liberalização do transporte ferroviário de passageiros em Espanha deverá seguir o modelo italiano, com um único operador privado na Alta Velocidade, de acordo com a presidente da Adif.

Adif diz que é difícil ter vários operadores de Alta Velocidade

Entre as razões para defender um único concorrente para a Renfe na Alta Velocidade, a presidente Adif apontou o facto de a operação ferroviária exigir elevados investimentos para a aquisição de material circulante, o que torna mais difícil a entrada no mercado.

Isabel Pardo de Vera referiu-se ainda às limitações da capacidade da infra-estrutura, especialmente nos pontos críticos das estações centrais das áreas urbanas e nas áreas metropolitanas.

A presidente da Adif exclui, por isso, que o transporte ferroviário de passageiros possa ser liberalizado da mesma forma do sector aéreo, no qual, defendeu, não existem tantas limitações de investimento ou de capacidade para as companhias aéreas utilizarem os aeroportos.

Referindo-se ao modelo italiano, onde a concorrência na Alta Velocidade se concentra em dois operadores nas rotas principais, Isabel Pardo de Vera observou que os passageiros transportados passaram de 37,9 milhões em 2011, ano em que se deu a liberalização, para 68,3 milhões em 2016. Neste último ano, o operador privado transportou 18,3% dos passageiros.

Os regulamentos europeus exigem, recorde-se, que a liberalização ocorra o mais tardar no segundo sábado de Dezembro de 2020. “A liberalização do transporte nacional de passageiros é uma oportunidade para todo o sector ferroviário e estamos a preparar-nos para enfrentá-la com as maiores garantias”, garantiu Isabel Pardo de Vera no Executive Forum.

 

 

 

 

 

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