As exportações de granito português para França são uma das mais recentes conquistas da tráfegos da LD Lines para a AEM Gijon-Nantes.

A braços com a quebra nas exportações de automóveis, de Espanha para França, a LD Lines procura captar novos tráfegos para garantir a ocupação da capacidade do navio que opera entre Gijon e Nantes, à saída do porto espanhol.

O granito português é um desses novos tráfegos. Acordos com importadores gauleses permitiram à LD Lines captar para o mar um fluxo mensal de cerca de 30 semi-reboques, que até aqui transportavam por estrada a sua carga de paralelipípedos de granitos extraídos e transformados nas pedreiras do Norte de Portugal.

De acordo com números do próprio operador, o volume daquela carga ronda actualmente as 750 toneladas mensais.

Mas poderá aumentar em breve, uma vez que também as pedreiras da Extremadura espanhola olham cada vez mais para o mercado francês para escoarem a produção que não encontra compradores no país vizinho. Os volumes exportados a partir da Extremadura poderão mesmo superar as cargas com origem portuguesa.

Nos últimos meses, o envio de automóveis novos, de Espanha para França, desceu significativamente, e com isso caiu a taxa de ocupação do navio da LD Lines no sentido Gijon-Nantes, que até aí compensava a menor utilização da AEM no sentido Nantes-Gijon.

Recorde-se que em dois anos de operação a AEM Gijon-Nantes ficou sensivelmente a meio dos objectivos iniciais que lhe tinham sido fixados, em termos de volumes de tráfego. Tais objectivos foram entretanto revistos em baixa, com o acordo das autoridades de Madrid e Paris.

 

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