A Aena, a homóloga espanhola da portuguesa ANA, propõe-se reduzir em 30%, em média, as rendas cobradas pelos escritórios nos centros de carga dos aeroportos de Madrid, Barcelona e Valência.

A medida, anunciada na passada sexta-feira, é justificada pela gestora aeroportuária com a intenção de favorecer as sinergias entre os diversos operadores envolvidos na carga aérea. Mas também parece óbvia a intenção de contrariar a saída massiva de empresas dos aeroportos.

Só em Madrid-Barajas, de acordo com os dados da própria da Aena – Aeroportos, a ocupação dos escritórios no Centro de Carga Aérea terá caído cerca de 50% nos últimos cinco anos, de 154 para apenas 77 empresas ali instaladas.

Com a baixa agora anunciada, a Aena propõe-se “reactivar a contratação de espaços nos edifícios de serviços gerais e incrementar os seus índices de ocupação”, facilitando “o acesso a novas empresas” e melhorando “substancialmente as condições dos actuais clientes”.

Por cá, a ANA anunciou no início a intenção de aumentar as rendas, o que motivou protestos de vários operadores, com especial visibilidade da Groundforce.

Comments are closed.