A Associação Empresarial de Portugal (AEP) realiza esta semana a terceira missão empresarial à Bielorrússia. A primeira foi em 2015 e a segunda em 2016.

A comitiva da AEP irá permanecer em Minsk, capital e o maior centro económico da Bielorrússia, para estabelecer contactos com potenciais parceiros locais, através de reuniões previamente agendadas.

Esta missão reúne as empresas Arcen Engenharia (máquinas para as indústrias de materiais de construção, cerâmica e vidro), Quinta das Arcas – Sociedade Agrícola (vinhos e licores), Habidom – Sinalização Rodoviária (máquinas e equipamentos), Valente Marques (descasque, branqueamento de arroz) e VibroSystems – Positioning and Feeding Parts Technology (equipamentos alimentação vibratória).

A Bielorrússia pretende, de acordo com a AEP, diversificar os seus parceiros de importação, reduzir o grau de dependência do seu vizinho russo e  começa a voltar-se para a União Europeia em busca de novos fornecedores.

Para o presidente a AEP, Luís Miguel Ribeiro, esta missão teve em conta o facto da Bielorrússia ser uma plataforma importante para outros mercados (livre acesso aos mercados da Rússia, do Cazaquistão e da Arménia) e apresentar interessantes oportunidades de negócios em sectores onde Portugal tem potencial.

Actualmente, a Bielorrússia é, segundo a associação, um dos mercados economicamente mais atractivos do Leste Europeu. “Apresenta estabilidade política, uma economia aberta, impostos baixos, um mercado de consumo com uma grande dependência das importações e uma posição geográfica privilegiada”, referem desde a AEP.

Em 2018, o volume de negócios entre a Bielorrússia e a União Europeia, o segundo parceiro comercial a seguir à Rússia, cresceu 19,6%, tendo atingido 17,3 mil milhões de dólares, dos quais 7,1 mil milhões de euros correspondem às importações bielorrussas da UE.

Situada no coração de Europa, a Bielorrússia tem 9,5 milhões de consumidores, 80% pertencentes à classe média, que conta com uma estrutura de despesas que permite a uma família média ter o mesmo nível de consumo de uma família eslovaca ou lituana e duas vezes superior ao de uma família ucraniana.

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