Custou 450 milhões, era para ser vendido por um mínimo de 40 milhões, mas poderá acabar nas mãos de chineses por dez mil euros. É a história do aeroporto de Ciudad Real, o primeiro aeroporto privado espanhol.

Aeroporto Ciudad Real

A sociedade Tzanenn Internacional, criada em Março, em Madrid, com um capital de 4 000 euros subscrito por investidores chineses, apresentou a única proposta para a compra da massa falida da CR Aeropuertos, a promotora do aeroporto de Ciudad Real.

O preço de venda de referência fixado pelo Tribunal Mercantil n.º 4 era de 40 milhões de euros mas a oferta da sociedade chinesa ficou-se pelos dez mil euros e por uma garantia de dois milhões, acrescida da promessa de vir a investir entre 60 e 100 milhões de euros.

Se nos próximos dias não surgirem ofertas melhores (que a Tzanenn Internacional poderá sempre igualar) e se não procederem as duas contestações do processo apresentadas, os investidores chineses serão os novos proprietários do aeroporto de Ciudad Real, a que só falta a licença para poder operar.

O objectivo dos promotores é transformar o aeroporto numa plataforma para a entrada de produtos chineses na Europa. E para isso deixam o desafio à criação nas zonas circundantes de plataformas logísticas e de unidades de acabamento de produtos semi-manufacturados provenientes da Ásia.

Pela sua proximidade à capital espanhola, o aeroporto de Ciudad Real chegou a apresentar-se como o aeroporto de Madrid Sul. E o seu masterplan até contemplava uma estação de Alta Velocidade, para o rápido encaminhamento dos passageiros.

O primeiro aeroporto privado espanhol custou 450 milhões de euros e acabou nas mãos dos poderes públicos locais e regionais, os seus principais credores.

A empresa entrou em falência em 2009, depois de algumas esporádicas operações de companhias low-cost.

 

 

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