A CP Carga esteve para inaugurar as privatizações, em 2012, mas poderá acabar liquidada. O futuro pertence a Bruxelas.

Sucessivamente adiada, a privatização da CP Carga poderá, afinal, não chegar a acontecer. A Comissão Europeia poderá impor a liquidação da empresa, por causa dos sucessivos prejuízo e por questões de concorrência.

“Ainda estamos a conversar com a Comissão Europeia sobre as duas alternativas que há para o futuro da CP Carga, que não pode ser mantida nas condições actuais na esfera pública, porque impede a concorrência no transporte de mercadorias e porque é uma entidade que perde dinheiro. Portanto há dois caminhos: a privatização ou a liquidação da companhia”, disse ontem o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

Segundo o governante, “a Comissão Europeia quer ter uma evidência que a privatização é mais benéfica para a concorrência do que a liquidação da companhia e ainda não deu acordo definitivo em relação ao caminho”.

A liquidação “ainda é um cenário, como aconteceu no caso dos Estaleiros de Viana do Castelo”, acrescentou o responsável dos Transportes.

Ainda assim, Sérgio Monteiro realçou que o Governo não quer a liquidação da empresa de transporte de mercadorias, garantindo que tudo fará para que “a privatização seja o caminho escolhido”.

O responsável adiantou que o Governo e administração da CP já forneceram “muita informação a Bruxelas”, nomeadamente as razões para “as dificuldades operacionais e a garantia que a privatização impede que a empresa volte a ser deficitária”.

Desde que foi criada, em 2009, a CP Carga acumulou prejuízos de mais de 120 milhões de euros. No ano passado terão sido 16 milhões. Em 2012, a Takargo queixou-se à Autoridade da Concorrência do alegado abuso de posição dominante da operadora pública e da prática de preços predatórios.

 

 

 

 

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