O porto de Lisboa está sem trabalhado extraordinário desde segunda-feira. Os agentes de navegação dizem que o sindicato dos estivadores “vive das greves, para as greves e com as greves”.

A greve ao trabalho extraordinário (e a todo o trabalho aos fins de semana e feriados) iniciou-se no passado dia 21 e prolongar-se-á até 2 de Junho.

Em comunicado, a AGEPOR, que representa os agentes de navegação, acusa o sindicato de usar a greve como “primeira alternativa, condicionando e querendo impor, à partida, apenas as suas condições”. “Este sindicato não vive para o trabalho, não vive para os trabalhadores e não vive para os portos”, reforça.

Referindo-se às alegadas práticas anti-sindicais invocadas pelo SEAL como um dos  motivos da paralisação, a associação dos agentes de navegação volta a acusar o sindicato de “uma prática sistemática anti-portos”.

“Desde 2012 que o sindicato conseguiu asfixiar Lisboa. Se pudesse, tentaria asfixiar e destruir a paz social noutros portos. O resultado da prática deste sindicato foi bem visível em Lisboa. Todos constatámos o declínio! É a política do passado para o declínio do futuro”, critica a AGEPOR, depois de questionar “se estas greves não violam o acordo de paz social em Lisboa que foi tão publicitado aquando da sua assinatura?”

A rematar, a associação dos agentes de navegação condena , de novo, “estas constantes e recorrentes tentativas de prejudicar a imagem dos portos portugueses e que consequentemente enfraquecem a economia nacional”.

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