Com acertos e falhas, mas acima de tudo com muito empenho de todas as partes, assim foi o primeiro dia da JUL na Madeira, avançou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS António Belmar da Costa, da AGEPOR.

Os agentes de navegação estão agradados com o que já conhecem da Janela Única Logística (JUL) e confiantes nas suas potencialidades quando em velocidade de cruzeiro. Para já, empenham-se em contribuir para limar as arestas. Tal como aconteceu com a JUP.

“Como seria de prever, e é normal em projectos desta complexidade, o primeiro dia da JUL na Madeira correu com acertos e falhas mas sobretudo, e esse facto é que deve ser relevado, com uma participação construtiva de todos os intervenientes”, sublinhou o director executivo da AGEPOR, questionado a propósito pelo TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

O arranque da JUL nos portos madeirenses chegou a ser anunciado para dia 1, mas afinal só se iniciou uma semana mais tarde. Um atraso “totalmente irrelevante”, na opinião de António Belmar da Costa, que lembrou o arrranque da JUP.

“Ninguém esperava que no começo fosse só carregar no botão e arrancar. Não foi assim quando se lançou a JUP e não será também com a JUL. E ainda bem que assim é, pois os primeiros tempos são fulcrais para se poderem incorporar acertos aqui e ali sugeridos pelos utilizadores e afinações que vêm sendo incorporadas para aumentar a excelência do sistema em beneficio de todos os que o vão utilizar”, disse.

Os agentes de navegação estiveram na primeira linha no processo de implementação da JUP e repetem, agora, com a JUL. “Os agentes de navegação encaram a JUL com a naturalidade de quem já foi pioneiro na JUP. Sabem por experiência que um projecto destes ganha sobretudo em ser dinâmico,  e carece de afinações que, com o tempo. o vão tornado mais sólido e consequentemente mais indispensável no dia a dia dos negócios”.

Até agora, “na AGEPOR estamos francamente agradados com o que temos visto da JUL, e confiantes que o resultado final, aquando da velocidade cruzeiro do projecto, será o continuar a marcar presença entre os países que lideram o ranking nesta área tanto na Europa como no mundo”, vincou o director executivo. “Garantidamente, será uma ferramenta que, em condições iguais ou similares, fará a diferença nos ganhos de produtividade que garante a todos os actores e em todo o processo logístico”, acrescentou.

Contudo, António Belmar deixou o aviso: “É importante referir que a JUL, por si só, não tornará Portugal mais competitivo a nível das cadeias logísticas, pois isso depende de muitos outros factores”.

 

 

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