A propósito da falência da A-ETPL, a AGEPOR fala no “fim de um capítulo muito longo e triste” na história do porto de Lisboa. Os agentes de navegação apoiam a requisição civil e criticam o SEAL.

“Pode ser que esteja a chegar ao fim um capítulo muito longo e triste que, infelizmente, e com prejuízo de todos, marcou a História do trabalho portuário em Lisboa na última década”, começa por referir, em comunicado, a AGEPOR.

A associação dos agentes de navegação lembra que foi avisando que “nenhum porto poderia sobreviver aos mais de 120 pré-avisos de greve decretados pelo SEAL na última década”, e que “os trabalhadores portuários estavam a ser utilizados numa luta que não era a deles. Disse, com clareza, que deixassem de ser carne para canhão, e advertiu que não seguissem uma estratégia que nada tem a ver com os seus interesses, com o seu futuro e o das suas famílias”.

Para a AGEPOR, a culpa da situação actual recai sobre o SEAL, “um sindicato que tem vivido da greve, para a greve e pela greve” e que prossegue “uma política do passado para o declínio do futuro”.

Por isso, a associação diz que “não ficou surpreendida com a falência da A-ETPL. Há muito que se adivinhava que este desfecho poderia acontecer”. E por isso também “apoia inequivocamente a decisão do Governo de proceder à Requisição Civil dos trabalhadores portuários”. E justifica: “É inconcebível que se continue uma greve em total indiferença para com a situação dramática que o país vive. É mais uma manifestação do desfasamento do SEAL para com a realidade”.

A partir daqui, os agentes de navegação dizem esperar “que fique cada vez mais claro, para quem tivesse dúvidas, que o futuro de todos os que trabalham no porto de Lisboa e em qualquer outro porto só existe com navios e com cargas”. E que “este seja o último capítulo desta História triste e que possa ser o primeiro de uma nova vida do porto de Lisboa. Uma vida assente numa paz social e duradoura que a todos beneficie e assim promova a actividade económica de que, neste momento, tanto precisamos”, remantam.

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